. a recuperação

dessa vez eu não fiz drama. não criei história. nem fiquei muito ansiosa nas quase sete semanas sem correr.

estava cagando se meu fôlego ia estar ruim. ou se tinha que (re) começar como um tartaruga em coma. eu só queria recuperar logo. e parar de sentir dor. óbvio. e correr. mais óbvio ainda.

desde a descoberta do que era a lesão, eu aceitei. afinal, eu fui a responsável por ter machucado. se você quer sempre dar o seu melhor, ir além, tem que tá preparada oras consequências, né?

eu concentrei todas as minhas forças pra recuperar logo. mentalizei que seriam 6 semanas. e relaxei. segui cada etapa bonitinho. super disciplinada. comemorei, agradeci e respeitei o limite de cada um dos retornos. e está sendo assim com a corrida. estamos voltando. leve e bem. às vezes até mais leve do que a planilha manda.

14 de outubro, #sessão 11

liberação. e vários exercícios. todos eles super dolorosos para o glúteo.

fui liberada para ir uma vez por semana. e se der tudo certo com o exame, já devo receber alta do DM. vamos mentalizar em coisa boa?

. e se

e se nada disso tivesse acontecido? Se tivesse obedecido meu corpo cansado, e não tivesse ido treinar naquela terça? Ficado OFF a semana toda pra correr a Maratona de Florianópolis no domingo. Se tivesse feito o treino do sábado mais leve.

E SE (…)

primeiramente, foda-se o e se. é, esse lance de e se é realmente uma merda, não serve pra muita coisa, a não ser pra te atrasar na vida.

a merda tinha acontecido. então, o lance era parar de lamentar e resolver, né? como disse D2. “Problema a gente resolve pra não ficar de ingrisia.”

se eu não tivesse passado por isso, talvez no meu limite, eu teria estourado na própria prova e a frustração seria GIGANTE.

mas o lance principal é: eu não teria mudado o mind-set. outra palavra tendência.

veio a lesão, quase um mês OFF total de treinos e muito tempo pra pensar em muita coisa que andava fazendo errado.

eu precisava relaxar. fazia anos que eu não tirava um tempo pra permitir uns excessos seja de comida, bebida, não ter muita hora pra acordar.

depois, já mais focadinha e fazer de tudo pra voltar logo. daí eu percebi que dormir bem e comer são partes importantes do processo assim como o próprio treino em si.

se não tivesse a lesão, eu não teria descoberto todo o significado psicossomático do Iliopsoas e que eu precisava relaxar e deixar a ansiedade de lado, parar de me preocupar com bobagens. eu não teria voltado a assistir filmes e nem teria começado a escrever pra mim. coisa que ando amando fazer ultimamente. e, não, não foi um martírio esses dias. foi aprendizado. eu “tô” pronta pra voltar.

09 de outubro, #sessão 10

não teve liberação. só exercício mesmo. aliás, só não.

foram vários, muitos. todos focados nos glúteos.

depois de ser avaliada, descobrimos que eles precisam se fortalecer mais.

queimou. doeu muito. durante e depois.

mas meu quadril agradece. vamos sair com ele mais forte dessa.

11 fatos [aleatórios] sobre a semana

pintei as unhas de azul metálico. meio barango, mas curti o efeito final. ficou descolado e pouco convencional. combinou comigo.

assisti Sully: O Herói do Rio Hudson no domingo. estava com preguiça, mas adorei a abordagem psicológica do personagem principal. Tom Hanks como sempre foda. e o clint eastwood na direção e produção nem se fala. impecável. como ele pode ser republicano? me explica, Lázaro!

também vi amor à toda prova. ou melhor. acho que revi, na real. amei. steve carrell é genial.

saí super feliz da consulta na quarta, sabendo que tinha evoluído super bem. mas um pouco chateada do meu marido não dar a mínima para o resultado positivo. ele só queria saber se eu já havia sido liberada da fisioterapia.

coisa que, óbvio, não aconteceu, porque o tratamento de uma lesão difícil como essa exige um pouquinho mais de tempo e cuidado, né?

estou deixando o desempenho das práticas esportivas fluir naturalmente. com a natação foi assim. bem mais segura, consegui nadar 1700 na última aula [sem qualquer incômodo]. o que me deu muita confiança!

o VAIXCÃO ganhou do Galo fora de casa, contra todas as minhas expectativas. acho que perdi totalmente a confiança enquanto torcedora. e isso é bem ruim.

fiz apenas uma sessão de fisioterapia essa semana. e meu deu saudades de ir lá. sobretudo da liberação do Psoas, que dá uma bela de uma destravada.

fui liberada para caminhar AND trotar. mas vou começar com uma caminhada leve amanhã. confesso que ainda estou meio bolada de voltar.

o retorno vai ser lento e gradual.

não aconteceram tantas coisas aleatórias nesta semana. acho que foi o pior post neste sentido.

. a mente

impressionante como a nossa mente funciona, né?

quando a gente “tá” neurada com algo, tendemos a potencializar a situação em um extremo pessimista tão grande, que obviamente os problemas parecem muito maiores do que são de verdade.

no meu caso, a lesão. e, principalmente, a dor.

tudo bem que, como eu disse, já não sentia mais aquela dor difusa há várias semanas. e fazia muitos dias, que as agulhadas na virilha já não incomodavam muito. a recuperação era clara. já tinha força e mobilidade na perna.

mas minha cabeça [ou seria autossabotagem?] não estava achando normal a dor ainda não ter ido totalmente embora. comecei, então, a imaginar um monte de desfechos um pouco mais trágicos, e como seria minha atitude frente a cada um deles. curiosamente, o suposto planejamento fez com que eu ficasse mais relaxada. se acontecesse algo ruim, que eu tivesse preparado. além disso tem milhões de pessoas em situações MUITO PIORES.

daí fui lindamente à consulta com o Ortopedista. tranquila e calma. mas, hoje, quando o médico disse que a progressão foi absurda, fiquei tão relaxada, tão feliz que… a dor sumiu. totalmente. estou tão relaxada, que é bem provável que eu saia dançando aqui no meio da Redação. e, tudo bem, aqui nessa rádio só tem gente doida mesmo. ❤

e não é que o Iliopsas realmente sente a tensão e o relaxamento?

eu fico de cara com a força da nossa mente. e a gente usa esse poder tão pouco. ou quando usa vai pro lado mais negativo. por que? WHY??? enfim… vou tentar fazer o inverso disso.

enfim 2X

detalhe: o médico ficou surpreso com o quanto a minha recuperação aconteceu de forma rápida. sobretudo, pelo grau da lesão. não foi um estiramento simples. foi grau II (com ruptura parcial da fibras). e em um músculo muito profundo. e ainda tinha o edema ósseo.

mas é aí que entra outra coisa super importante. o nosso comportamento diante das adversidades. desde a descoberta da lesão, eu aceitei a condição resignadamente. afinal, eu fui a única responsável por ter machucado, né? se você quer ir além dos limites, tem que se preparar para colher os frutos [bons e ruins].

decidi que ia [tentar] lidar com as consequências negativas de forma paciente e tranquila.

eu disse tentar, porque quem me conhece sabe o quanto minha ansiedade e agitação acabam fazendo com que eu meta os pés pelas mãos.

e, claro, segui fielmente TODAS as recomendações.

também não tinha provas em vista, o que ajudou bastante.

mentalizei que seriam 6 semanas.

e relaxei.

segui cada etapa com foco e disciplina. se tinha que ficar OFF total, então, o lance era descansar e alimentar bem. se podia treinar braço, fazia o combo: descanso, sono, alimentação e superiores. depois, vieram os exercícios da Fisio, a natação, o pedal, o treino de pernas…

comemorei, agredeci e respeitei o limite de cada um dos retornos. e vai ser assim quando voltar a correr de verdade.

certamente, tudo isso ajudou e tem ajudado muito na recuperação.

02 de outubro, consulta médica

fui [super] tranquila para a consulta. também pudera! aquelas agulhadas malditas tinham ido embora, eu tinha mais é que “tá” relaxada mesmo, né?

passei em praticamente TODOS os testes clínicos. ou seja, não senti dor em nenhum deles. mentira, só em um de fechar a perna.

fui liberada para um retorno lento e gradual.

serão duas semanas de fase de transição.

. A ANSIEDADE

desde a última semana, venho apresentando uma melhora considerável.

também, pudera, já chegamos aos 40 dias. amanhã fazem exatamente 6 semanas.

sábado fiquei sem nenhuma dor.

o fisioterapeuta já quer me liberar essa semana pra caminhar AND trotar.

na quarta, tenho avaliação com o ortopedista.

o problema é que a dor ainda não foi embora totalmente [tudo bem que está bem longe do que era no início de tudo, mas é suficiente pra me deixar bolada].

será que tenho algo mais sério? ou é efeito de ter voltado aos treinos (natação, pedal, musculação)?

e, sim, estou ansiosa pra correr. tão ansiosa pra sentir as gotinhas de suor caindo pela cara, a respiração ofegante, a sensação de liberdade e a euforia pós-treino que eu nem me importo se o meu pace vai estar um lixo quando voltar.

eu só quero parar de sentir QUALQUER tipo de dor.

e voltar a correr sem machucar. isso é pedir muito?

30 de setembro, #sessão 9

liberação, liberação com o rolinho e mais exercícios.

tudo com nenhuma dor. acho que isso é um progresso.

hoje, inclusive, começamos com exercícios de mobilidade voltados pra corrida. foi um pouquinho só. faltou um tiquinho de coordenação. mas já foi o suficiente pra eu me sentir feliz.

seguimos comemorando toda e qualquer conquista.

obrigada, obrigada, obrigada.

8 fatos [aleatórios] sobre a semana

meu chinelo de dedo, a.k.a havaiana, arrebentou quando eu estava indo fazer a unha no sábado. com preguiça de comprar outro, fui e voltei descalça.

depois de várias sessões de fisioterapia, eu tenho uma certeza. se da última lesão (tenossinovite dos fibulares), eu saí com as panturrilhas fortes. dessa, a vez é dos glúteos e do abdômen.

voltei a pedalar. fui liberada para fazer musculação de inferiores também. [tudo de leve e com carga baixa].

confesso que estava um pouco insegura pra bater perna durante a natação. passou. a última aula me senti ótima.

depois de mais de um ano sem adoecer, eu tive um princípio de uma gripe chata: garganta irritada, nariz escorrendo e dor de cabeça. não tomei remédio.

as dores estão indo embora. não dói mais pra ficar sentada. sinto apenas uma leve irritação, bem localizada na virilha. mas acho que é devido à volta aos treinos. um dia OFF resolve. bom, pelo menos, eu espero.

[ex] coleguinha aqui do trabalho que “tá” de saída me deu uma cartela de fidelidade toda preenchida para ganhar um café coado lá no Copo Café. achei [super] digno.

vou curtir um samba daqui a pouco.

.a força, a vida e a resposta pra tudo

eu tenho a força. e a vida.

e o número #42. que é a resposta para tudo.

detalhe: estou com as pernas cada vez mais fortes. o abdômen também. e o glúteo idem.

25 de setembro, #sessão 8

mais liberação do Psoas. e, sim, por mais dolorosas que sejam, estão fazendo a diferença.

váaaarios exercícios para o abdômen, os glúteos e o extensão de quadril [não gosto, porém são importantes].

o fisio também fez uns testes clínicos semelhantes ao que o médico fez quando tive a lesão. senti dor em um apenas.

parece que teremos um retorno lento e gradual na próxima semana.

pergunta se eu tô feliz?

. a dor

dessa vez, ela veio sem avisar.

como disse no texto anterior, lembro de tudo claramente.

na semana em que a gente chama de polimento, no único treino do ciclo inteiro em que obedeci a planilha, a merda aconteceu. é, Juliana, que ironia mais didática essa, hein?

naquela terça-feira, fazia exatamente uma semana que não sentia mais nenhuma dor relacionada à tenossinovite dos fibulares. o edema – depois de muita teimosia dele [ou seria minha de não ter repousado em nenhum momento dessa lesão?] – já tinha enfim sido completamente absorvido. meu aniversário tinha sido no fim de semana [como toda leonina, eu amo fazer aniversário] e estava feliz. ia pra minha sétima maratona, e estava confiante em baixar o tempo.

mas a dor veio. forte. e sem avisar. foi como se tivesse levado uma pedrada (ou seria um soco) no adutor, bem pertinho da virilha. não quis dar muita bola, continuei o treino. e, bom, daí você já sabe. se não sabe, e quiser saber, é só ler todos os outros textos do blog pra entender. não tem muita coisa ainda. então, dá pra acompanhar o fio tranquilamente. mas se estiver sem tempo, a primeira postagem explica muita coisa.

o que eu quero dizer é que desde o dia 20 de agosto, eu sinto dor. tem 34 dias que eu não passo 24 horas ininterruptas sem sentir algum incômodo no quadril. acho que até aprendi a conviver com ela. quem tem estiramento sabe que não é uma coisa muito fácil de tratar. sobretudo, na região da virilha. ainda mais em um músculo tão profundo como o Iliopsoas.

dessa vez, a dor não me atrapalhou a andar. não cheguei a mancar. mas fiquei com a mobilidade comprometida. decidi não tomar antiinflamatório [aliás, tomei nos dois primeiros dias]. decisão acertada, inclusive. já que existem altos estudos dizendo que o antiinflamatório contribui para a formação de fibrose.

nos primeiros dias, sentia as pernas muito pesadas. parecia que meu tronco estava desconectado dos membros inferiores. a pressão na lombar era gigantesca. mas eu não deixei nada disso me abalar. mesmo sentindo que faltava sustentação entre tronco e membros inferiores, eu tentava manter a postura reta e os pés firmes para andar.

um detalhe: pra quem não sabe, o Psoas é o único músculo que conecta o tronco com os membros inferiores. tem mil artigos na internet, ressaltando a importância dele pra nossa vida (tanto no aspecto físico quanto emocional). vale a pena googlar e se informar mais. quem acredita na ciência psicossomática vai curtir.

com os dias, essa sensação passou. comecei a sentir algumas agulhadas [fisgadas na linguagem esportiva] meio bizarras. eu conseguia andar, mas sentia a virilha meio dolorida. tinha muito medo de fazer qualquer movimento brusco e romper tudo. além disso, ficar sentada era tarefa [quase] impossível. pressionava a lombar e a nádega doía muito. enfim, tudo muito desconfortável e horrível.

quando a dor acabou, ficando concentrada apenas nos momentos sentada, vieram os exercícios da fisioterapia. com a região estimulada, você já imagina o que acontece, né? mais dor. e, além da dor, ainda tinha a dor muscular. meu corpo estava sem exercitar. óbvio, que ele sentiu.

pra uma pessoa apavorada, que potencializa tudo, eu achei que tivesse colocado tudo a perder novamente. que a lesão tinha piorado. talvez não fosse a hora de voltar a exercitar. mas daí, como disse outro dia, eu decidi fazer uma intervenção.

mesmo surtando internamente “porra, quando esse inferno vai acabar?”, eu procuro enxergar alguma evolução ao decorrer dos dias. e de fato teve. tá tudo muito melhor. antes, eu não conseguia fazer certos movimentos com a perna, agora já consigo. quando vem um movimento inesperado [tipo um dos cachorros me puxar do nada durante o passeio] já não sinto mais nada. também já não dói mais pra subir as escadas. tá mais fácil calçar os sapatos. e ficar sentada já está cada vez mais suportável.

hoje, acho que depois de tanto pedir, acreditar e confiar, parece que finalmente eu encontrei um alívio mais consistente.

23 de setembro, #sessão 7

hoje teve liberação e exercícios. inclusive, um para o glúteo, de ficar com um dos joelhos encostados na bola na parede. super dolorido. senti tudo queimando. mas melhor sentir dor na fisioterapia do que não correr, não é mesmo?

fui liberada para treinar inferiores (exceto leg press e agachamento). e (…). bom, o futuro a gente deixa na curiosidade.

7 fatos [aleatórios] dessa semana

voltei a nadar essa semana. tudo muito leve ainda. slow. do jeito que tem que ser. estou muito feliz. obrigada. obrigada. obrigada.

achei que meu condicionamento fosse estar um lixo. mas nadei sem precisar parar pra recuperar o fôlego. obrigada. obrigada. mais um monte de obrigada.

reduzi consideravelmente o consumo de café. e estou me sentindo ótima. muito menos ansiosa.

aconteceram coisas boas no trabalho. e fiquei feliz.

minha mobilidade está beeeem melhor. mas ainda sinto algumas dores quando estou sentada. e eu, paranóica que sou, tenho potencializado um pouco essas dores. o que só tende a piorar, né? lembre-se: você está estimulando seu corpo que está se recuperando da lesão. ou seja: vai sentir incômodo mesmo.

mas hoje eu decidi fazer uma [auto] intervenção psicológica. parei de dar bola pra elas. é normal. fazem 30 dias.

sim. estou com saudades de correr.

20 de setembro, #sessão 7

começamos com liberação do psoas. fui na lua e voltei, de tanta dor. quem sabe o que eu estou falando vai entender. mas valeu a pena.

foi uma sessão praticamente de alongamento. e não senti dor em nada. está ficando cada vez menos difícil (ou seria mais fácil?). em todos os exercícios, eu tinha que travar o abdômem. minha barriga, que eu lutei tanto pra ter gominhos, agradece, haha.

hoje vou nadar novamente.

. a lesão

completaram-se hoje quatro semanas que lesionei. exatamente 28 dias. e isso foi em uma terça. curiosamente depois de fazer o melhor treino do ciclo inteiro, no sábado anterior, mais conhecido como dia do meu aniversário.

e eu estava tão feliz aquele dia.

diferente da tenossinovite dos fibulares (que tive no fim de junho e me renderam 6 semanas de tratamento), essa lesão veio sem avisar. justo na semana da prova. no dia em que resolvi “obedecer” as zonas e fazer um treino leve.

lembro de tudo claramente. foi como se eu tivesse recebido uma pedrada na parte interna da coxa, bem perto da virilha. como não me limitou o movimento, eu continuei a correr (tem gente que nunca aprende, né?) mas eu sabia que tinha algo muito errado ali. só não queria contar pra ninguém. e muito menos acreditar.

fui ter certeza logo quando cheguei em casa. com o corpo frio, eu mal conseguia ficar de pé. sentia fisgadas na virilha e na lateral da coxa. descer as escadas do prédio aquele dia foi uma experiência dolorosa e traumatizante. desci toda torta. eu sabia que não correria a maratona no domingo. aliás, eu soube disso bem antes. umas duas semanas, pra falar a verdade. me sentia ansiosa, queria que os dias passassem rápido. não estava conseguindo realizar a linha de chegada.

e foi assim que eu acabei sabotando minha mente. na segunda – já na semana da prova – acordei com dores em todos os lugares. no joelho, no tornozelo, várias dores musculares. bati o pé, deixei uma frigideira pesadassa cair no meu dedão (inclusive, ele está roxo até hoje). não consegui trabalhar direito. o colapso veio na terça, no penúltimo treino do ciclo. eu tive um estiramento grau II no Iliopsoas, o músculo da alma (isso significa um monte de coisa que conto em breve). só fui descobrir o laudo no sábado, já em Florianópolis, depois de insistir muito com a clínica pra liberar o resultado logo.

lembro que tomei remédio e parei de sentir dor. cheguei a nadar na quarta. na quinta, tentei correr, mas não saiu 1KM. depois disso, eu tive uma crise louca de ansiedade. não por saber que eu não correria mais a prova. mas por não saber exatamente o que tinha. e principalmente por meu corpo estar cansado. sim, eu havia chegado no limite. e o estiramento foi um pedido de socorro.

as dores aumentaram, tive uma lombalgia fortíssima na quinta [parecia que tinha uma chapa de aço pressionando minha coluna] e senti várias agulhadas no glúteo. mal conseguia ficar sentada.

por causa disso tudo, tive uma crise de choro horrorosa no trabalho. fiquei igual a henna do papai noel, segundo me contaram depois. me mandaram de volta pra casa. na sexta, pedi pra sair mais cedo. e eu nunca faço isso. se tem duas coisas que não burlo na vida é treino de corrida e trabalho.

só fui relaxar no sábado, depois de descobrir o que eu tinha. e principalmente: que era preciso dar um tempo pra mim, pro meu corpo, pra minha cabeça. senão, a próxima coisa a pifar seria meu psicológico. que tirando alguns problemas de ansiedade, é bem forte, viu? já tive vários motivos pra surtar na vida, mas me mantive inabalável até aqui.

depois disso tive umas semanas bem descontraídas, até me permitindo umas orgias gastronômicas e alcóolicas. fiquei mais focada ainda no trabalho, passei a escrever mais. agora, acho que estou mais introspectiva. voltando aos treinos e ao foco. estou nadando, fazendo fisio e treinando superiores. tenho dormido bastante. e até reduzi o café. está tudo muito leve, muito slow, mas é assim que tem que ser.

sigo com saudades de correr. aliás, tem feito uma falta gigantesca. sinto algumas dores, que me deixam neurada, é óbvio. tem horas que nem parece que estou lesionada. aí vem aquela esperança de já estar curada. de repente, volta um pouquinho ali ou acolá. daí, eu crio um drama e acho que tive uma recidiva. e que não vou curar nunca mais. mas é normal, sobretudo, agora que voltamos a mexer o corpitcho, né? as fibras musculares estão fracas, o corpo estava parado e tem que voltar a se acostumar, né?

então, sigamos. nada de ansiedade. tem 28 dias. nem chegaram nos 30 ainda. e a previsão são 40 dias, podendo se estender até 60. você sempre soube disso. então, seguimos com foco.

e sem olhar pra trás: eu deveria ter feito isso ou aquilo. não. tudo deveria ter acontecido do jeito que aconteceu. foi importante pra rever um monte de coisa que tava fazendo errado. e, sobretudo, pra treinar a cuca.

e pra não esquecer nunca: a ansiedade só vai tensionar ainda mais o Iliopsoas. então, como diria a marta, relaxa e goza.

17 de setembro, #sessão 6

mais uma sessão de exercício. hoje trabalhamos glúteo médio e glúteo mínimo. exercícios com fita, caneleira, alongamento para o Iliopsoas, teve até afundo.

lógico que meu glúteo sentiu. mas o que me consola é que senti menos incômodo na fisio e menos dor muscular. e, segue, o jogo.

amanhã tem treino de superiores. e natação (levinho, porque todo cuidado é pouco nessas horas).