9 fatos [aleatórios] sobre a semana

assisti Os Meyerowitz: Família Não Se Escolhe. curti muito o filme. Adam Sandler está ótimo em seu papel. nunca pensei que algum dia fosse dizer isso. mas é real. digo mais: tem uma lista de filmes que já me disseram que ele está mandando bem. quero ver todos.

o filme, de temática familiar, me fez sentir uma saudade tremenda da minha mãe. fiquei uns dois dias meio jururu por isso. até postei uma foto dela no Instagram.

voltei a fazer exercícios para os músculos inferiores na fisio. todos muito chatos. tive muita dor muscular. cheguei, inclusive, a achar que o estiramento tinha piorado. mas, não, era só o Iliopsoas respondendo ao estímulo. uma hora ele se ajeita de vez, né?

experimentei novos cafés essa semana. inclusive, um v60 gelado. achei que fosse ficar ruim, meio aguado. mas, não, uma grata surpresa para os dias quentes.

o v60 gelado foi em uma cafeteria na Savassi que ainda não conhecia. uma grata surpresa, aliás. fica na Antonônio de Albuquerque. e se chama Tost Café. o pão de queijo de lá também é ótimo.

por falar em cafeteria. também conheci uma perto da Fibra, onde faço Fisioterapia. não me lembro o nome. mas o café coado simples com uma lasca – gigantesca – de queijo canastra custa apenas 3 reais. e é uma delícia.

ontem consegui dormir antes das dez horas da noite. again. acordei às 6 da manhã. e super disposta.

minhas orelhas estão menores. e isso é bom. estou, enfim, aprendendo a importância do descanso.

hoje volto a nadar. meu tipo preferido de sextou.

propósito.

sobre propósito. outra palavra tendência.

eu nunca gostei muito de me expor. sempre postei pouco nas redes sociais. e todos os blogs que eu tive foram sobre assuntos aleatórios. nunca sobre minha vida.

talvez porque não visse muito sentido. ou seja uma pessoa mais reservada mesmo. ou sei lá, preguiça de tirar foto (algo que nunca me dei muito bem na vida). de uns tempos pra cá, isso mudou. sobretudo depois dessa última lesão. meio triste por dessa vez ter que ficar off mesmo (sem nem poder nadar e/ou pedalar), eu resolvi escrever. pra desabafar, e até pra [tentar] motivar alguém que tivesse na mesma situação. blá blá blá.

quem me conhece sabe que eu curto escrever. é com isso que eu ganho dinheiro, né? e que mais que isso, eu amo correr. aí chegamos no propósito.

eu tiro onda que é palavra da moda, mas eu adoro a palavra propósito. já viram o tanto que ela é sonora? faz até cócegas na língua.

pro-pó-si-to.

e o que dizer do significado gigante que ela carrega? todo mundo precisa ter um propósito. senão, não rola aquele lust for life. e assim estaremos fodidos.

eu sempre fui muito competitiva, desde novinha mesmo. na escola, não aceitava ninguém tirar uma nota mais alta que eu. chorava quando perdia meio ponto que fosse em uma prova. meus pais foram chamados inúmeras vezes no colégio pra explicar essa situação. mas, não, eles nunca me cobraram em excesso. eu era assim. sou assim. menos, aliás. ainda bem.

e também sempre fui muito crítica comigo mesma. talvez por isso mesmo não tenha conseguido me destacar profissionalmente o tanto quanto eu gostaria. pressão não leva ninguém pra frente, né, mores? muito pelo contrário, trava. ou talvez eu só seja medíocre ou acomodada mesmo. é a vida. por mais que seja dedicada, procure fazer sempre o melhor (clichê, but true), eu não sou exatamente brilhante. acontece. e sempre me frustrei muito por isso. afinal, quem não quer ser reconhecido por algo?

mas a corrida apareceu. e acabou cumprindo esse papel. eu sinto um orgulhinho de mim quando corro. e quando vem pódio e troféu, então? ain, não caibo em mim de tanta felicidade. fico insuportável.

eu sempre gostei de correr. sempre mesmo. desde os 14, 15 anos quando emagreci. corria muito em volta da “praia”, lá em Lagoa da Prata. é claro que chega uma época em que a gente se distancia disso pra poder curtir outras coisas. e tudo bem. os ciclos são importantes. e acho que todo mundo tem que ser fiel ao que quer no momento. vamo ser feliz!

mas ela entrou de novo. e foi uma paixão avassaladora. eu até que tentei não dar muita moral pra ela, sabe? porque como qualquer relacionamento, exige paciência, disciplina. dói, é difícil, mas e a sensação boa que vem depois, de você se sentir foda e tals? ah, isso é indescritível.

o fato é que o bichinho picou e não tem mais volta, não. e se eu sempre procurei alguma coisa pra fazer que me desse um puta orgulho de mim mesma, eu encontrei. e não largo mais. pelo menos não quero. pode ser que mude, dê lugar a outras habilidades. mas ainda tem que ter o sub 3h em maratona, tem que ter Boston (clichê) e a Comrades. o dia que perder o sentido eu paro. hoje não.

e modéstia à parte, eu sou até boa nisso.

por aqui, seguimos aguardando ansiosa pela volta.

12 de setembro, #sessão 5

senti [muita] dor muscular depois da primeira sessão com exercícios. até pensei que pudesse ter piorado a lesão. mas não. tudo por causa do estímulo. como diz meu fisioterapeuta, atingimos o objetivo.

e hoje teve mais exercícios. alongamento, caneleira e um agachamento com eletroestimulação. que eu gostei e amei.

e eu fui liberada pra nadar.

correr, esporte radical

correr é um esporte radical.

surfar, andar de skate, pular de paraquedas, rapel, esquiar… esqueçam todos aqueles esportes mirabolantes que passam no canal OFF.

já experimentaram a adrenalina de um treino intervalado de corrida? ou de correr com o coração na boca pra bater seu RP em um prova curta? e completar uma maratona, então? algo que ainda acho meio surreal de fazer. mesmo depois de já ter feito 6.

seja para emagrecer ou ficar mais saudável, correr não é só colocar o corpo em movimento. correr é muito mais que isso. correr é sobre aliviar o stress, controlar a ansiedade, melhorar a concentração, superar desafios e ficar forte. é aprender a lidar com as adversidades da vida de um jeito mais fácil.

correr é liberar endorfina e sentir prazer. é produzir leptina e sentir-se livre. é ficar bem-humorado depois de sentir os efeitos da anandamida ou endocanabinoides (qualquer relação com a maconha NÃO é APENAS coincidência) outro hormônio liberado durante a corrida. correr é um barato.

mas como todo esporte que relaxa e produz um monte de sensação gostosa, machucar faz parte. ainda mais quando você quer ir um pouquinho além. e seu corpo não está tão preparado pra isso (daí a importância do descanso-alimentação-fortalecimento muscular).

mas, entre ficar acomodada (naquela zona confortável) e arriscar, eu sempre vou preferir o caminho mais difícil, o do desafio, da endorfina, da leptina, da anandamida. eu sempre vou querer testar meus limites, provar que eu posso. de ir além. e viver os dias sempre feliz, disposta, pronta pra qualquer coisa.

e esse sempre vai ser o meu remédio contra a ansiedade, a hiperatividade, pra lidar com minhas neuras.

correr pra mim também é sobre meditar. é como o Yoga em que você tem que tirar tudo da mente e focar só naquilo. é por isso tudo que eu odeio ouvir música enquanto corro. eu gosto de estar ali por inteira. de sentir o suor, o coração acelerado e a respiração em cadência com meus passos. mesmo que a minha biomecânica não seja a melhor do planeta. aliás, beeem longe disso.

seja pelo seu efeito estimulante, de relaxamento ou contemplativo, correr, pra mim, é libertador.

eu me sinto foda quando corro.

10 de setembro, #sessão 4

fui preparada para mais uma sessão de fisioterapia deitada na maca com todos aqueles estímulos que tenho sentido nos últimos 3 meses: laser, agulha, corrente elétrica e massagem.

tanto é que tive que fazer um esforço danado (maldita neura!) pra não comer uma fatia de queijo Canastra – daqueles curados, amarelos que eu tanto amo – junto com o café na cafeteria ali perto da Fibra, onde tenho feito as sessões.

para minha alegria, uma sessão [quase] inteirinha de exercícios. chatos? é óbvio. doeu? sim e com certeza. tremi toda? também. reclamei? nem um pouco. comecei o dia feliz. ver os músculos das pernocas exercitando depois de 21 dias teve um efeito psicológico positivo pra caramba. nem pedi pra me liberar pra nadar amanhã. tudo tem sem tempo. acho prudente esperar mais um pouquinho. paciência também faz parte. terminei a sessão sem dor, fiquei o dia sem dor. é, acho que estou bem, obrigada, haha.

quanto ao queijo, me dei um fatia do queijo da Serra do Salitre de presente de sobremesa pós-almoço com meu café coado preferido da região da Savassi, em BH.

9 fatos [aleatórios] sobre essa semana

segunda semana [quase] sem treinos. surpreendentemente, tenho lidado com a ausência de atividade física melhor do que achei que o combo ansiedade-impaciência-hiperatividade iam permitir.

para isso, tenho escrito. muito. mesmo. quase freneticamente. every fucking day. várias vezes ao dia. tanto pra mim, quanto pro trabalho e freela.

escrever tem tido um efeito anestésico, antiinflamatório, analgésico e até estimulante. anestésico porque faz com que eu não fique pensando tanto na falta que correr tem feito, antiinflamatório e analgésico porque a gente bota pra fora os incômodos, as neuras, as tristezas, as felicidades e lida melhor com os sentimentos, né? e estimulante, bom…, tenho gostado tanto de escrever – e principalmente: do que escrevo – que a sensação é tipo a endorfina liberada após um treino intenso e bem feito. tem me dado prazer. e quero sempre repetir. tenho escrito com a alma, assim como corro com a alma. sempre. [ainda vou escrever um texto só pra falar da relação entre escrito x corrida]

meu textos, a.k.a meu ganha-pão, têm me dado um puta orgulho. e isso é bem difícil pra quem trabalha com criação. sim, sou exigente comigo mesmo. e perfeccionista.

tenho me exposto mais nas redes sociais do que o de costume. sempre fui low profile. mas tem sido bom. as pessoas lêem. e se interessam por aquilo que você escreve. ou posta. de algumas é bem genuíno. e isso tem sido bom. tem me feito bem.

ando mais calma, menos ansiosa, mas um pouco apreensiva com as dores que ainda não foram embora totalmente. e quando eu fico bolada, as dores tendem a aumentar. e tem hora que é difícil não ficar bolada e potencializar tudo. quando vejo já alimentei um gremlin. o resultado: um monte de pensamentos descontrolados tentando destruir o meu Buda interior (haha). e isso só dificulta a recuperação. afinal, a cabeça comanda, né?

e ainda tem aquele lado psicossomático. o estiramento foi justamente no Iliopsoas, o músculo que literalmente carrega o nosso corpo. logo é ele que absorve todos os nossos sentimentos – ansiedade, stress, euforia… já que não posso deixá-lo forte com exercícios no momento, que eu tente fazer a cabeça ficar forte.

estou insuportavelmente focada em comer bem e saudável. mas, sem atividade física, tenho medo de engordar.

btw.

finalmente vi “Era uma vez em… Hollywood” e o filme é ótimo. Tarantino é o melhor diretor da atualidadade. Os diálogos são afiados, o humor ácido, a trilha sonora maravilhosa e Brad Pitt e DiCaprio estão ótimos em seus papéis. em todos os sentidos.

gostei tanto do filme, que escrevi algumas palavras sobre ele. depois de quase 10 anos sem escrever nada sobre cinema. está no meu Facebook.

06 de setembro, #sessão 3

de novo. sessão exclusivamente de analgesia e liberação miofascial. mais uma. entediante. pra-ca-ra-lho. pior: semana que vem vai ser assim de novo. segundo o meu fisioterapeuta, ainda não é o momento de começar o fortalecimento. broxante, né?

porra! a atividade física “tá” fazendo falta. será que só nadar levinho vai piorar?

pronto. desabafei.

comam, pessoas, comam!

se você vai fazer um esporte de endurance, você tem que se alimentar direito. e esse era um dos pontos que eu estava errando. não por excesso ou por me entupir de porcaria. muito pelo contrário. sempre fui muito disciplinada com minha alimentação. aliás, pra quase tudo na minha vida.

e isso não só por estética ou pelo esporte. eu gosto de comida de verdade. amo todas as carnes, como todas as verduras e legumes (inclusive jiló!) e quase todas as frutas. quanto às castanhas, devoro um pote de castanha de caju sem a menor culpa na consciência.

depois que descobri que a Resistência à Insulina era a real causa da SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) e que poderia resolver isso com a alimentação, passei a evitar o glúten, o açúcar e farinha branca. (exceto, o Pão de Queijo, que certamente é minha comida preferida). e, realmente, melhorou. no último exame, estava tudo bem controladinho. e outra: os problemas de inchaço, gases e etc que tinha com muita frequência, melhoraram muito. não é só frescura!

comer direito, entretanto, não significa comer saudável. é preciso quantidade e equilíbrio entre os macronutrientes. e o problema é o carboidrato. como toda ex-gordinha, eu sempre tive medo deles. mesmo optando pelos mais naturais do mundo – batata, abóbora, mandioca, inhame e afins – eu tinha medo de comer nas quantidades necessárias. minha nutricionista sempre me alertou muito sobre os riscos de não seguir essa parte direitinho. mesmo pedindo pra colocar PdQ na minha dieta, eu não comia o tanto que precisava pra dar conta de tanto treino. ou melhor: não comia sempre que devia comer. seguia o pré e o pós e acabava negligenciando o restante do dia. e isso era só no carbo, porque o restante eu comia certinho. e pra completar: achava que quanto mais leve, melhor pra correr mais rápido. pra falar a verdade, só nos últimos três meses é que passei a (quase) seguir tudo. a fobia estava lá. e isso é sério.

só que pra treinar pra maratona, você precisa de reserva. então, acho que houve um desequilíbrio, que provavelmente contribuiu pra lesão. chega uma hora que, além da sobrecarga que você está impondo ao seu corpo, falta energia, né?

se você por acaso corre, ou pratica qualquer outro tipo de esporte, não tenha medo, comam, pessoas, comam! comer é, certamente, um dos prazeres mais gostosos e necessários do mundo.

texto totalmente inspirado no susto que tomei depois de ver uma foto que mostrava que minha magreza tinha saído fora do tom.

02 de setembro, #semfisio

a fisio volta só na sexta. felizmente, já sinto pouco ou quase nada de dor. o repouso forçado tem sido entendiante, porém, necessário, pra cicatrizar esse músculo logo. obrigada!

sobre a alimentação, depois de uma semana de orgia gastronômica, comecei a semana insuportavelmente focada. e, sim, sem burlar o carbo.

inclusive, não sei se procede. mas li em algum lugar que dependendo da lesão, o metabolismo pode ficar mais acelerado. ou seja, mesmo sem atividade física, nada de reduzir as calorias. ainda mais sabendo que o corpo precisa recuperar.

10 fatos sobre essa semana

eu participei de uma maratona sob outra perspectiva: torcedora. tentei incentivar todo mundo no KM40 e na linha de chegada. e foi bem legal.

eu vi o Cássio Ramos no hotel e não tive coragem de pedir uma foto com ele. eu adoro o Cássio [como goleiro e parece ser uma pessoa bacana também]. mesmo tendo sido o principal responsável pela vitória do Corinthians sobre o [meu] Vasco nas Quartas-de-Finais da Libertadores, em 2012. só invejosos dizem que ele é feio.

me permiti a alguns excessos: bebi mais vinho que o normal e comi mais açúcar em uma semana do que comi nos últimos 3 anos. agora chega. a última coisa foi aquele capuccino da 3 Corações que veio no kit da prova. isso porque o café acabou e eu precisava de algo perto de cafeína pra começar o dia.

confundi a cabeça de todo mundo que me perguntou se eu estava bem, respondendo: “já estive melhor. mas menos pior do que estava”. ou: “melhor do que estava ontem. e pior do que já estive.” ninguém entendeu nada. e olha que foi muita gente.

ficar sem fazer atividade física, às vezes, é um tédio. e, sim, eu tenho medo de nunca melhorar.

pela primeira vez depois de anos, consegui dormir antes das 10 da noite. isso foi ontem, e me fez muito bem.

amanhã vou fazer treino de superiores na academia. porque ficar sábado sem fazer atividade física vai ser uó. ainda mais sabendo que vai ter vinho.

estou me sentindo uma inútil de fazer só sessão de analgesia na Fisioterapia. repito o que disse no post anterior: preferia as malditas thera bands.

o ponto alto da semana até agora foi o álbum novo do TooL (depois de 13 anos de 10,000 Days). disco fo-da! cogitei, inclusive, a hipótese de fazer xixi na calça pra ouvir tudo sem pausar. mas não ia pegar bem no ambiente de trabalho.

quero ver “Era uma vez em… Hollywood”, do Tarantino, se possível ainda hoje. mas pode ser que só consiga ir amanhã. ou depois. ou aproveite meu tempo de altas do esporte pra ir algum dia semana que vem à noite.

30 de agosto, #sessão 2

mais analgesia. e hoje com uma massagem bem estranha pra soltar o Iliopsas, que na real não é um músculo só. são dois: o Psoas e o Ilíaco. daí um pode acabar travando o outro. e não é que foi bom. saí destravada.

a próxima sessão só na sexta que vem. depois dela, na semana seguinte, já começo o fortalecimento. enquanto isso, descansar e [tentar] não surtar.

correr / escrever pra não enlouquecer

meu nome é Juliana. e sou corredora. já fiz seis maratonas, e uma lesão no fim do ciclo me tirou da sétima, que seria no último domingo.

tenho 33 anos. e também escrevo. desde pequena me dei bem com as palavras. redação era minha matéria preferida, e sempre soube que, de um jeito ou de outro, ia acabar ganhando algum dinheiro com isso. não é à toa que me formei Jornalismo. o lead e a obviedade do texto jornalístico nunca me encantaram. então, fui pra Publicidade. mas já trabalhei com jornalismo literário e tive vários blogs (10!). hoje sou redatora de duas rádios em BH e amo.

sou leonina. logo agitada, dramática e muito ansiosa. nem meu ascendente em Libra é capaz de conter tanta intensidade. na infância, tomei floral. mas já tratei com ansiolítico quando começou a afetar o físico. também fumei [muita] maconha regularmente. e fiz terapia durante anos. tudo foi bom. mas o que ajudou mesmo foi a corrida. e escrever. as duas coisas exigem foco e uma entrega tão absurda, que você acaba contendo a ansiedade. aprende a relaxar mais. ainda vou escrever um texto fazendo o comparando a corrida com a escrita.

nos últimos dias, entretanto, eu estava correndo ansiosa. por causa disso, comecei a ter ansiedade na hora de escrever também. eu simplesmente não conseguia focar.

e por mais que eu tentasse esconder de mim mesma [e de todo mundo também], eu sentia meu corpo sobrecarregado. de alguma forma, queria que o ciclo acabasse logo e a prova chegasse rápido. só pra poder descansar. e isso nunca aconteceu. sempre amei os ciclos.

e pra tentar provar pra mim que estava tudo bem, eu corria cada vez mais rápido. sem respeitar planilha. não terminava esgotada. mas comecei a ficar esgotada durante os dias. e muito ansiosa pra acabar logo. porque eu sentia que precisava dar um tempo.

só que – como uma tragédia anunciada – meu corpo decidiu que precisava parar antes [ainda bem, imagina se ele parasse na hora da prova? a frustração ia ser maior].

em linguagem esportiva clara e simples: eu estourei. tive um estiramento grau II no Iliopsoas e edema ósseo no fêmur no penúltimo treino antes da maratona. justamente no dia em que resolvi me comportar no ritmo. tudo isso por sobrecarga. meu corpo não suportou o que estava impondo a ele.

estou tratando e vou ter que ficar pelo menos mais uma semana sem atividade física. minto: posso fazer musculação de superiores. inclusive, fiz na terça e vou fazer no sábado de novo. porque a gente é viciado e não consegue ficar sem. corrida mesmo só daqui pouco mais de um mês.

e como alguém tão hiperativa como eu vai lidar com isso? [tentando] descansar e escrevendo.

no geral, estou tranquila. afinal, ia dar um tempo [não de forma tão radical, mas ia]. às vezes, bate um pânico – meu condicionamento vai virar um lixo. vou engordar. será que volto a correr forte?

mas tanta gente já passou por isso e voltou bem, né? teve aquela cena tensa do Ronaldo estourando o joelho. e ele voltou campeão do mundo.

então, segue o jogo. ou melhor, por enquanto, a Fisio.

28 de agosto, #sessão 1

laser, corrente e agulha. saí relaxada e sem dor. eu nunca pensei que fosse dizer isso. mas confesso: preferia alongamento e exercício com a thera band. pelo menos, pra sentir meu corpo sendo exercitado.

à noite, teve vinho, carne, castanha e queijo. só pra relaxar.